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	<title>Arquivo de Curiosidades - EFFYÍA</title>
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	<title>Arquivo de Curiosidades - EFFYÍA</title>
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		<title>Engenharia Civil: Muito além da Construção Civil!</title>
		<link>https://effyia.com.br/engenharia-civil-muito-alem-da-construcao-civil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Effyía]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Oct 2023 16:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Engenharia Civil é uma das áreas mais antigas e amplas da Engenharia, e desempenha um papel essencial na construção</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Engenharia Civil é uma das áreas mais antigas e amplas da Engenharia, e desempenha um papel essencial na construção e manutenção de infraestruturas no geral. Os Engenheiros Civis são profissionais fundamentais na criação de ambientes seguros e sustentáveis para a sociedade.</p>
<p>É muito comum que as pessoas imaginem que esses profissionais atuam apenas no acompanhamento e nos projetos de construção de prédios e casas. No entanto, a atuação de um Engenheiro Civil não se limita apenas à área de construção civil. Ela é muito diversificada e aberta a uma série de especializações e oportunidades de carreira! Confira a seguir algumas das possíveis atuações desses profissionais.</p>
<p>Durante a sua formação, o Engenheiro Civil passa por quatro principais áreas: Construção Civil, Hidráulica e Saneamento, Sistemas Estruturais e Geotecnia, e Transportes.</p>
<p>Conheça cada uma delas:</p>
<h3><strong>Construção Civil</strong></h3>
<p>Esta é a área mais tradicional e mais conhecida. Nesse setor, o profissional atua em construções em geral, nos processos de gestão, construção e manutenção de edificações e obras de infraestruturas e no estudo das propriedades dos materiais utilizados em obras de Engenharia, buscando novas técnicas, tecnologias de execução e novos produtos, mais econômicos e mais eficientes. Eles trabalham em parceria com empreiteiros, arquitetos e outras partes interessadas para garantir que os projetos sejam concluídos com sucesso e dentro do orçamento.</p>
<h3><strong>Hidráulica e Saneamento</strong></h3>
<p>Nessa especialização o Engenheiro atua na produção e distribuição de insumos básicos a partir da água, de forma a contribuir para o desenvolvimento econômico com o menor custo ambiental. Essa atuação envolve gerenciamento de recursos hídricos, como rios, lagos, águas subterrâneas, barragens e o fornecimento de água potável, bem como o tratamento de esgoto.</p>
<h3><strong>Sistemas Estruturais e Geotecnia</strong></h3>
<p>Nessas disciplinas, o Engenheiro atua em todos os assuntos referentes a planejamento, administração, projeto, construção, operação e manutenção de sistemas estruturais e geotecnia. A Engenharia Estrutural concentra-se na análise e no projeto de estruturas, garantindo que elas sejam seguras e atendam aos regulamentos de construção. Os engenheiros geotécnicos se concentram no estudo do solo e das rochas para garantir a estabilidade de estruturas. Eles trabalham em projetos de fundações, barragens, estradas e túneis, avaliando os riscos geotécnicos e desenvolvendo soluções para garantir a segurança e estabilidade das estruturas.</p>
<h3><strong>Transportes</strong></h3>
<p>Aqui, o Engenheiro atua em projetos de construção, operação e manutenção de estradas, sistemas de transporte e logística, e Engenharia de tráfego. Algumas das disciplinas relacionadas são: Estradas/Pavimentação, Gestão Ambiental, Engenharia de Tráfego, Mecânica dos Solos, Topografia e Georreferenciamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A carreira na Engenharia Civil oferece uma gama muito diversificada de oportunidades de atuação, desde o projeto de estruturas até o gerenciamento de projetos e a atuação em desafios ambientais. Essa versatilidade torna a Engenharia Civil uma profissão empolgante e fundamental para o progresso da sociedade. Independentemente da especialização escolhida, os Engenheiros Civis são essenciais na nossa busca por um futuro mais seguro e sustentável.</p>
<p><strong>Parabéns e o nosso muito obrigado a todos os Engenheiros e Engenheiras Civis!</strong></p>
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		<title>Geologia de Fernando de Noronha</title>
		<link>https://effyia.com.br/geologia-de-fernando-de-noronha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Effyía]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jun 2022 12:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fernando de Noronha é um arquipélago vulcânico situado no Atlântico Sul e pertence ao estado de Pernambuco. De acordo com</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="reader-text-block__paragraph">Fernando de Noronha é um arquipélago vulcânico situado no Atlântico Sul e pertence ao estado de Pernambuco. De acordo com Schaefer et al. (2017), ele possui uma área emersa de mais de 20 Km², na qual a ilha principal ocupa 17,6 Km de extensão (Batistella, 1993). Além dela, o arquipélago possui 20 outras pequenas ilhas (Oliveira et al., 2017), que se localizam acima de uma reduzida plataforma insular que trunca a montanha vulcânica a até cerca de 100 m de profundidade (Almeida, 2002).</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Como você já deve saber, além de ser um destino turístico muito procurado, Fernando de Noronha possui uma formação geológica muito interessante, que será apresentada neste artigo.</p>
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<p class="reader-text-block__paragraph">O Arquipélago de Fernando de Noronha se encontra próximo à extremidade oriental de uma cadeia oceânica identificada em cartas batimétricas do Ministério da Marinha do Brasil (Almeida, 1955). Dessa forma, ela foi denominada Cadeia de Fernando de Noronha (Gorini e Bryan, 1974).</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Devido ao movimento divergente de placas tectônicas, foram formadas as placas Sul Americana e Africana, o que gerou a separação dos dois continentes, há cerca de 140 milhões de anos. Nesse processo, foi formada a dorsal mesoatlântica, uma cadeia de vulcões submersos, que expelem magma constantemente.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">O arquipélago foi formado há, aproximadamente, 12 milhões de anos, por meio da deposição de magma que extravasou da crosta terrestre. Nesse processo foi formada uma cadeia de montanhas submersas, que contém uma parte emersa, onde estão localizadas as ilhas.</p>
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<p class="reader-text-block__paragraph">Fernando de Noronha possui rochas vulcânicas de idades miocênica e pliocênica. Além disso, o arquipélago constitui-se de um substrato de rochas piroclásticas penetradas por grande variedade de magmáticas alcalinas que, após prolongado hiato, foram recobertas por derrames de rochas ultrabásicas nefelinícas (ankaratritos) e seus piroclastos (Almeida, 2012).</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Com isso, o arquipélago é formado, majoritariamente, por rochas basálticas, formadas pelo vulcanismo gerando um tipo de magma formado em vulcanismo intraplaca.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Gostou de saber sobre a geologia de Fernando de Noronha? Fique de olho em nossas redes sociais e confira mais posts da série de geoturismo!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="reader-text-block__heading1">Referências</h3>
<p class="reader-text-block__paragraph">Almeida,F.F.M. 2000. Arquipélago Fernando de Noronha. In: Schobbenhaus,C.; Campos,D.A.; Queiroz,E.T.; Winge,M.; Berbert-Born,M. (Edit.) Sítios Geológicos e Paleontológicos do Brasil. Disponível em &lt;http://sigep.gov.br/sitio066/sitio066.htm&gt;</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">SCHAEFER, Carlos Ernesto G; OLIVEIRA, Fábio. Solos das Ilhas Oceânicas. In. CURI, Nilton Curi; KER, João Carlos; NOVAIS, Roberto Ferreira; VIDAL-TORRADO, Pablo; SCHAEFER, Carlos Ernesto G. R. Pedologia: solos dos biomas brasileiros, 2017.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cataratas do Iguaçu – Origem e Geologia</title>
		<link>https://effyia.com.br/cataratas-do-iguacu-origem-e-geologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Effyía]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2022 12:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As Cataratas do Iguaçu, localizadas na fronteira entre Brasil e Argentina, desenvolvem-se ao longo do rio Iguaçu. Em ambos os</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="reader-text-block__paragraph">As Cataratas do Iguaçu, localizadas na fronteira entre Brasil e Argentina, desenvolvem-se ao longo do rio Iguaçu. Em ambos os lados da fronteira há parques nacionais, o Argentino criado em 1934 e o brasileiro em 1939, com uma área total de 2500 km2.</p>
<div class="reader-image-block reader-image-block--full-width">
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<div class="ivm-view-attr__img-wrapper ivm-view-attr__img-wrapper--use-img-tag display-flex "><img decoding="async" id="ember35" class="ivm-view-attr__img--centered reader-image-block__img lazy-image ember-view aligncenter" src="https://media.licdn.com/dms/image/C4D12AQH6iHl2hQTZtQ/article-inline_image-shrink_1500_2232/0/1648232665811?e=1678320000&amp;v=beta&amp;t=G1Qdx8bHXSaZsLAFfKuugvfnk-Ar4JkFKNtwfROzL1E" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" width="587" height="335" /></div>
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<p class="reader-text-block__paragraph">A porção superior da bacia do rio Paraná, na qual se localiza o rio Iguaçu, é quase que completamente formada por rochas vulcânicas e sedimentares de idade paleozoica-mesozoica da Bacia Sedimentar do Paraná. Uma série de lineamentos estruturais de direções principais NW-NE e NE-SW cortam as rochas da bacia. Uma grande quantidade de lava extravasou pelas fraturas NW-SE durante a separação de Gondwana ocorrida no Cretáceo, há cerca de 132-133 milhões de anos atrás (Saadi, 1993 e Marques &amp; Ernesto, 2004), formando um platô de basalto com cerca de 1 km de espessura composto por sucessivos derrames basálticos (tipo escadaria), com diques e sills de diabásio (Stevaux &amp; Latrubesse, 2009).</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Segundo as interpretações admitidas presentemente, a bacia de drenagem do Paraná foi assumindo a sua forma atual devido à movimentos tectônicos que causaram o soerguimento do litoral Sul-Sudeste do Brasil. A maior parte dos afluentes da margem esquerda do rio Paraná, dentre os quais o rio Iguaçu, que corre sobre o Platô Basáltico ao longo de lineamentos com direção NW-SE, formando centenas de cachoeiras em rochas basálticas (Stevaux &amp; Latrubesse, 2009).</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">As cachoeiras do Iguaçu são as mais altas e com maior volume de água dentre todas as que ocorrem na bacia do rio Paraná. As quedas d’água têm um uma cabeça em forma de arco com cerca de 2,7 km de extensão na qual a água entra em um cânion com 80 a 90 m de largura e 70 a 80 m de altura escavado no platô de basaltos a cerca de 21 km a montante do encontro entre os rios Iguaçu e Paraná, formando a famosa Garganta do Diabo (Figura 1). Uma outra porção do rio entra no cânion pelo se lado esquerdo e forma centenas de cachoeiras.</p>
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<p class="reader-text-block__paragraph" style="text-align: center;"><strong><em>Figura 1</em></strong><em> &#8211; Vista aérea da Garganta do Diabo (Foto de Z. Koch, in Stevaux &amp; Latrubesse, 2009).</em></p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Do ponto de vista geológico, o substrato litológico das Cataratas do Iguaçu é formado por derrames basálticos da Formação Serra Geral, diferenciados pelas diferentes estruturas da base, parte central e topo, que caracterizam cada derrame (Figura 2).</p>
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<p class="reader-text-block__paragraph" style="text-align: center;"><strong><em>Figura 2</em></strong><em> &#8211; Perfil vertical ilustrativo de um derrame de basalto (CPRM, 1979 in Correa, 2019). </em></p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Na porção central do derrame de lava ocorre uma camada de basalto preto, de espessura de cerca de 35 m, com um sistema de disjunções colunares prismáticos e uma camada de cerca 8 a 15 m de basalto vesicular com diaclases horizontais bem desenvolvidas. O derrame superior acumula espessura total da ordem de 35 m ou pouco mais. A partir do topo do primeiro derrame, portanto, as águas despencam em um primeiro salto, com cerca 35 m de altura, que corresponde à espessura total dele. A camada mais basal é composta por outra camada vesicular, também com diaclasamento horizontal, que tem espessura de 8 m e sustenta um extenso degrau ou patamar horizontal, a partir do qual as águas novamente despencam em um segundo salto com cerca de 40 m de altura. A parte central do derrame inferior, do mesmo modo que a do superior, apresenta disjunção colunar característica, delineada por sistema de diaclases verticais. Ela tem 20 m de espessura e vai até o fundo do cânion, na cota 110 m, onde começa a aflorar basalto vesicular pertencente ao topo de um terceiro derrame de lava, com espessura indeterminada.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Essa conformação produz uma queda d’água com dois estágios (Figura 3 e Figura 4), controlada pelo contato entre o derrame de topo e o central e o central e o de base.</p>
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<div class="ivm-view-attr__img-wrapper ivm-view-attr__img-wrapper--use-img-tag display-flex "><img loading="lazy" decoding="async" id="ember38" class="ivm-view-attr__img--centered reader-image-block__img lazy-image ember-view aligncenter" src="https://media.licdn.com/dms/image/C4D12AQFd8LLcuUwjMQ/article-inline_image-shrink_1500_2232/0/1648233022062?e=1678320000&amp;v=beta&amp;t=ff7azzRA4hDa2Gpg8r6x7Qx8FFn6u--P9kMzt1k8fWs" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" width="262" height="273" /></div>
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<p class="reader-text-block__paragraph" style="text-align: center;"><strong><em>Figura 3</em></strong><em> – Foto mostrando os dois estágios de queda d’água qu compõem as cataratas do Iguaçu (Mineropar, 2006 apud Stevaux &amp; Latrubesse, 2009)</em></p>
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<div class="ivm-view-attr__img-wrapper ivm-view-attr__img-wrapper--use-img-tag display-flex "><img loading="lazy" decoding="async" id="ember39" class="ivm-view-attr__img--centered reader-image-block__img lazy-image ember-view aligncenter" src="https://media.licdn.com/dms/image/C4D12AQGYS03K7orxgA/article-inline_image-shrink_1500_2232/0/1648233057337?e=1678320000&amp;v=beta&amp;t=iiXhgj-lETknUbJlN6BuUfiNSVrQ_K0hLeG_1SnBEQ4" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" width="417" height="310" /></div>
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</div>
<p class="reader-text-block__paragraph" style="text-align: center;"><strong><em>Figura 4</em></strong><em> &#8211; Seção geológica das Cataratas do Iguaçu, ilustrando patamar no contato interderrames e quedas d’água verticais condicionadas pela parte central e colunar dos derrames. (Bartorelli, 1997 in Correia, 2019).</em></p>
<p class="reader-text-block__paragraph">As taxas de erosão diferenciais entre o rio Paraná e o rio Iguaçu criaram uma queda inicial com cerca de 70 – 80 m de altura na confluência dos dois rios. A despeito da falta de estudos mais específicos sobre o desenvolvimento do sistema fluvial na região, acredita-se que as quedas d’água foram progressivamente deslocando-se para montante, devido à erosão fluvial regressiva que ainda hoje se observa, a uma taxa de 1,4 a 2,1 cm/ano por cerca de 1.5 a 2.0 milhões de anos (Bartorelli, 1997).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="reader-text-block__heading2"><strong>Referências</strong></h3>
<p class="reader-text-block__paragraph">Bartorelli, A. (1997) As principais cachoeiras da Bacia do Paraná sua relação com alinhamentos tectônicos. Doctoral thesis, IGCE-UNESP, Rio Claro.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Correia, A. (2019). Cataratas do Iguaçu – formação geológica e curiosidades. <a href="https://igeologico.com.br/cataratas-do-iguacu-formacao-geologica-e-curiosidades/">https://igeologico.com.br/cataratas-do-iguacu-formacao-geologica-e-curiosidades/</a>. Acesso em março de 2021.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Marques, L. S. e Ernesto, M. (2004) O magamatismo toleítico da Bacia do Paraná. In: Mantesso-Neto V, Bartorelli A, Carneiro CDR, Brito-Neves BB (eds) Gelogia do Continente Americano: Evolução da Obra de Fernando Flávio Marques de Almeida. Becca Produções Culturais, São Paulo, Brazil, pp 246–263.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Saadi, A. (1993) Neotectônica da Plataforma Brasileira: esboço interpretações preliminares. Geonomos 1(1):1–15.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Stevaux, J. e Latrubesse, E. M. (2009. Iguazu Falls: A history of Differential fuvial incision. Cahpter. Doi: 10.1007/978-90-481-3055-9_11</p>
<p>O post <a href="https://effyia.com.br/cataratas-do-iguacu-origem-e-geologia/">Cataratas do Iguaçu – Origem e Geologia</a> apareceu primeiro em <a href="https://effyia.com.br">EFFYÍA</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Geotour pelo Parque Estadual do Jaraguá</title>
		<link>https://effyia.com.br/geotour-pelo-parque-estadual-do-jaragua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[admin_effyia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Feb 2022 12:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://effyia.com.br/?p=8798</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os parques ecológicos são unidades de conservação que têm como objetivo conservar amostras de ecossistemas naturais e assegurar a recuperação dos recursos</p>
<p>O post <a href="https://effyia.com.br/geotour-pelo-parque-estadual-do-jaragua/">Geotour pelo Parque Estadual do Jaraguá</a> apareceu primeiro em <a href="https://effyia.com.br">EFFYÍA</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="reader-text-block__paragraph">Os <strong><a href="https://www.ibram.df.gov.br/o-que-e-um-parque-ecologico/">parques ecológicos</a> </strong>são unidades de conservação que têm como objetivo conservar amostras de ecossistemas naturais e assegurar a recuperação dos recursos hídricos e de áreas degradadas. Dessa forma, como são administrados e protegidos por órgãos públicos, existe a possibilidade de visitação, de acordo com as normas de cada área.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">A partir dessa possibilidade de visitação, tem-se algumas alternativas, como o tour virtual. Por isso, hoje vamos apresentar o Geotour pelo Parque Estadual do Jaraguá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 class="reader-text-block__heading1">Onde fica localizado o Parque Estadual do Jaraguá?</h2>
<p class="reader-text-block__paragraph">O Parque Estadual do Jaraguá possui 492 hectares de áreas de conservação, localizadas na região noroeste da cidade de São Paulo, no bairro do Jaraguá. Na área que hoje é considerada um Patrimônio da Humanidade, pela UNESCO, havia uma antiga fazenda do ciclo do ouro. Mas, sua área foi adquirida pelo <strong><a href="https://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/parques-e-reservas-naturais/parque-estadual-do-jaragua/">Governo Estadual de São Paulo</a></strong> em 1940 e transformada em parque estadual em 1961, para a preservação dos recursos naturais e incentivo à pesquisa.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">O Parque Estadual do Jaraguá abriga um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica da Região Metropolitana de São Paulo. Além disso, no parque encontra-se o morro do Jaraguá, onde está localizado o Pico do Jaraguá, que é o ponto mais alto da cidade de São Paulo.</p>
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<div class="ivm-view-attr__img-wrapper ivm-view-attr__img-wrapper--use-img-tag display-flex "><img loading="lazy" decoding="async" id="ember728" class="ivm-view-attr__img--centered reader-image-block__img lazy-image ember-view aligncenter" src="https://media.licdn.com/dms/image/C4D12AQFjVTxvSw0yHw/article-inline_image-shrink_1500_2232/0/1643986626568?e=1678320000&amp;v=beta&amp;t=TrBS5sW1rfrY0OW6I30oQ237Xap_tSyXsf30c7dCBOU" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" width="463" height="300" /></div>
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<h2 class="reader-text-block__heading1">O que é Geotour?</h2>
<p class="reader-text-block__paragraph">O <strong><a href="https://www.arcgis.com/apps/MapJournal/index.html?appid=8346197266e34ce2bf93639de3de4407#">Geotour</a> </strong>pelo Parque Estadual do Jaraguá foi desenvolvido pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Patrimônio Geológico e Geoturístico, que é um grupo do Instituto de Geociências da <strong><a href="https://jornal.usp.br/universidade/tour-virtual-pelo-parque-estadual-do-jaragua-mostra-geologia-e-curiosidades-do-local/">USP</a></strong>, e é um passeio virtual que apresenta a história da formação geológica do local, curiosidades e imagens.</p>
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<div class="ivm-view-attr__img-wrapper ivm-view-attr__img-wrapper--use-img-tag display-flex "><img decoding="async" id="ember729" class="ivm-view-attr__img--centered reader-image-block__img lazy-image ember-view aligncenter" src="https://media.licdn.com/dms/image/C4D12AQH-RAJN3jj0Tw/article-inline_image-shrink_1500_2232/0/1643987038803?e=1678320000&amp;v=beta&amp;t=F0BSGHSfvnPqUfxhvpbPc_AyqGMEUvcohQAWT_566Ls" alt="Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem" /></div>
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<h2 class="reader-text-block__heading1">Como funciona o Geotour?</h2>
<p class="reader-text-block__paragraph">Dentro da visitação do Geotour pelo Parque Estadual do Jaraguá existem duas opções: o tour virtual e o Geotour. No<strong> <a href="https://geohereditas.igc.usp.br/passeio-virtual-PEJ/passeio-virtual_PEJ.html#panogroup89/pano84">tour virtual</a></strong> tem-se imagens panorâmicas 360º do parque, em que você pode encontrar curiosidades e informações sobre as estruturas geológicas, por exemplo. Já no <strong><a href="https://www.arcgis.com/apps/MapJournal/index.html?appid=8346197266e34ce2bf93639de3de4407#">Geoutour</a></strong>, você encontra diversos elementos como mapas, informações históricas e conteúdos multimídia, além de conhecer mais sobre a Terra Indígena do Jaraguá, que fica localizada no parque.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Portanto, além de proporcionar um passeio virtual interessante, o Geotour pelo Parque Estadual do Jaraguá possibilita maior acesso à informação e à ciência.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">Já conhecia o Parque Jaraguá? Para conhecer mais curiosidades geológicas e ficar por dentro de informações sobre engenharia, conheça<strong> </strong><a href="https://www.instagram.com/effyia.engenharia/"><strong>nossas redes sociais</strong></a>.</p>
<h3 class="reader-text-block__heading2">Referências</h3>
<p class="reader-text-block__paragraph">GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Parques e Reservas Naturais. Disponível em: &lt;https://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/parques-e-reservas-naturais/parque-estadual-do-jaragua/&gt;. Acesso em: 01 de fev. de 2022.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">PARQUE ESTADUAL DO JARAGUÁ. Os Picos do Jaraguá. Disponível em: &lt;https://www.picodojaragua.com.br/os-picos-do-jaragua/&gt;. Acesso em: 01 de fev. de 2022.</p>
<p class="reader-text-block__paragraph">PARQUE ESTADUAL DO JARAGUÁ. Os Picos do Jaraguá. Disponível em: &lt;https://www.picodojaragua.com.br/os-picos-do-jaragua/&gt;. Acesso em: 01 de fev. de 2022</p>
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